Os editores do EurekAlert! revelam o que chama sua atenção
Todas as semanas, nossa equipe lê centenas de comunicados de imprensa e, toda semana, alguns poucos se destacam e conquistam um lugar em nossa newsletter #EurekAlertStaffPicks. Recebemos frequentemente esta pergunta de profissionais de comunicação (PIOs): o que realmente faz um comunicado de imprensa se destacar?
Por isso, em vez de dar apenas uma resposta, perguntamos a diferentes membros da nossa equipe. Veja o que cada um procura, em suas próprias palavras, além de alguns padrões gerais que observamos nos comunicados que regularmente garantem um lugar no #EurekAlertStaffPicks.
O que nossa equipe procura
- Sobre títulos e ganchos – Noreen Rozario, Coordenadora Editorial Sênior: “Um título e um subtítulo atraentes e concisos sempre são as primeiras coisas que chamam minha atenção! Quando jornalistas procuram histórias em nossa plataforma, o título e o subtítulo causam aquela primeira impressão essencial, porque são as duas primeiras informações que eles veem. Para manter esse interesse, um bom comunicado precisa de um parágrafo inicial forte que inclua a maior parte dos 5 Ws (quem, o quê, quando, onde e por quê). Os jornalistas analisam inúmeros comunicados todos os dias, então um gancho com valor noticioso é importante para mantê-los lendo. Por fim, um elemento visual impactante é sempre um ótimo complemento. Uma foto envolvente gera impacto imediato e ajuda a criar um comunicado perfeito.”
- Sobre a estrutura narrativa – Robert Stinner, Coordenador Editorial: “Adoro ler um comunicado com uma estrutura narrativa sólida. Para mim, um bom comunicado inclui um parágrafo de abertura que resume a pesquisa e explica por que as descobertas são importantes, seguido de uma descrição do processo de pesquisa e, por fim, uma conclusão que reúne o significado dos resultados e possíveis direções para pesquisas futuras. Quando leio um comunicado bem estruturado dessa forma, sinto que compreendo tanto a ciência quanto a história de como ela se desenvolveu. Citações bem escolhidas dos pesquisadores e uma linguagem acessível também são essenciais!”
- Sobre elementos visuais e clareza – Madalyn Stratton, Coordenadora Editorial e de Associações: “Um comunicado com imagens marcantes inicialmente chama minha atenção, mas o que me leva a continuar lendo é um título claro e direto. Isso me dá uma boa ideia do que esperar do restante da história, por isso valorizo uma linguagem acessível que comunique claramente o propósito do comunicado. Gosto particularmente de ler comunicados sobre conservação porque tenho um carinho especial por espécies exóticas, especialmente aquelas que não costumam estar entre as favoritas do público. Também considero interessante quando o comunicado inclui citações dos autores que fazem um chamado à ação e oferecem mais contexto sobre a inspiração por trás da pesquisa.”
- Sobre o “por que isso importa” – Seth Rose, Gerente de Conteúdo Editorial: “Todo bom comunicado precisa explicar de forma simples e clara sobre o que é a pesquisa e como ela foi realizada, mas aqueles que realmente se destacam vão além disso e respondem ao porquê: por que essa pesquisa é relevante para o nosso mundo e que impacto ela pode ter nas pessoas que vivem nele? É fácil ler um resumo acadêmico e entender a essência de um artigo, mas são os comunicados de imprensa que podem trazer esse contexto humano à tona. Citações dinâmicas dos pesquisadores são fundamentais nesse aspecto: não peça apenas um resumo do trabalho deles, pergunte por que eles se importam com ele!”



Onde os comunicados costumam falhar
Nem todo comunicado acaba no#EurekAlertStaffPicks, e isso geralmente tem menos a ver com a qualidade da ciência e mais com a forma como ela é apresentada.
Alguns comunicados têm dificuldade de se conectar com os leitores porque são escritos mais para especialistas do que para o público em geral. Linguagem densa e carregada de jargões pode dificultar que qualquer pessoa, inclusive jornalistas, encontre a história por trás da pesquisa, mesmo quando os resultados são interessantes. Um título excessivamente técnico ou muito longo pode ter o mesmo efeito: torna-se mais difícil para um leitor ocupado compreender a mensagem rapidamente.
O diretor do EurekAlert!, Brian Lin, afirma que a melhor lição sobre comunicação que já recebeu veio de sua própria mãe:
“Ela sempre dizia: ‘se você quer convidar alguém para tomar chá, primeiro precisa fazê-la entrar pela porta’. Em outras palavras, se a porta da frente, ou o seu título, não for atraente, não importa quão boa seja a história que está do outro lado.”
Outros comunicados acabam em uma espécie de meio-termo: não são exatamente um comunicado completo, mas também não chegam a ser apenas um resumo científico. Às vezes parece que o autor começou bem, mas desistiu no meio do caminho. Muitas vezes, o que falta é uma ligação simples com o leitor: a explicação de por que aquela pesquisa é importante. Além disso, incluir um DOI, um link para a fonte original ou mais recursos multimídia pode ser o toque final ideal.
As regras gerais que aparecem repetidamente
Ao analisar os comunicados que conquistaram espaço no#EurekAlertStaffPicks, alguns padrões aparecem repetidamente:
- Um gancho humano forte logo no início: Os comunicados que ficam na memória quase sempre começam com algo reconhecível: uma ultrassonografia granulada, um proprietário que encontrou um meteorito em seu quarto ou uma experiência familiar de um pesquisador. Essa abertura ajuda a tornar um tema complexo imediatamente relevante.
- Pessoas reais e citações autênticas: Seja um soprador de vidro científico que começou a trabalhar aos 13 anos ou uma ginecologista explicando novas opções de tratamento, os comunicados que permitem que a voz e a experiência de pessoas reais apareçam têm desempenho melhor do que aqueles que permanecem abstratos e impessoais.
- Um claro “por que eu deveria me importar?”: Os melhores comunicados conectam suas descobertas a questões maiores, como perda de biodiversidade, saúde humana, origem da vida ou o custo de chegar ao espaço. Até pesquisas muito especializadas e fundamentais podem se tornar relevantes ao mostrar o processo científico de investigação, que muitas vezes se parece com uma história de detetive.
- Detalhes vívidos e específicos: Uma “necrópole de baleias“. Tinta pintada sobre a pele em “desenhos fofos”. Esses não são apenas fatos; são imagens mentais. E são elas que tornam um comunicado memorável em vez de esquecível.
- Uso inteligente de multimídia: Fotos são importantes, mas não ignore áudio e vídeo. Um de nossos comunicados favoritos recentemente utilizou gravações de cantos de baleias para permitir que os leitores ouvissem as diferenças de dialeto descritas na matéria, algo que o texto sozinho não conseguia transmitir.
- Apresentação honesta das incertezas e mudanças inesperadas: Alguns dos melhores comunicados não têm receio de reconhecer o que ainda não se sabe ou destacar como um projeto mudou de rumo ao longo do caminho (por exemplo, um estudo de campo interrompido pela pandemia que levou a uma descoberta inesperada nos Estados Unidos). A honestidade sobre o processo gera confiança e frequentemente resulta em uma história mais interessante.
- Linguagem acessível com precisão técnica: Os comunicados que melhor atendem aos jornalistas traduzem conceitos complexos sem simplificá-los excessivamente, explicando em termos claros o que uma escala como “Youniversalism” mede ou por que o “vale da estranheza” é importante para os macacos, sem deixar de respeitar o rigor científico. Como diz Brian: “Sempre presuma que seu público está mais ocupado do que você imagina e é mais inteligente do que você pensa.”



A mensagem para os profissionais de comunicação
Um bom comunicado conquista atenção da mesma forma que um bom trabalho jornalístico: com um gancho claro, uma narrativa humana, vozes autênticas e apoio visual e técnico suficiente para que um jornalista possa desenvolver a história. Os comunicados que têm dificuldade de se destacar geralmente não carecem de boa ciência; carecem de tradução. Mostre a história que existe dentro do estudo, e não apenas o estudo em si, e você terá muito mais chances de chamar nossa atenção.
Quais são os seus comunicados favoritos?
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Observação: Esta publicação do blog foi produzida com a assistência do Claude Sonnet 5 e posteriormente editada, verificada quanto aos fatos e aprovada pela equipe do EurekAlert!.
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